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Bulario e lista

    SAÚDE ÓSSEA

    História de fratura(s) por fragilidade?

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    Definida como fratura por trauma com energia menor ou igual à queda da própria altura, exceto fratura de mão, crânio, dedos, pés e tornozelo

    NãoSim

    História de doenças osteomusculares?

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    Ex. raquitismo, osteomalácia, osteoartrite, espondiloartrites, artroses, bursites, tendinites, gota, miopatias, fibromialgia

    NãoSim

    História de cirurgias ortopédicas / articulares?

    i

    Ex. colocação de pinos, placas, parafusos, próteses, artroplastias

    NãoSim

    Atividade física

    Não praticaPratica.

    Exercícios aeróbicos (ex. caminhada, corrida, ciclismo, natação, dança)
    Exercícios de força (resistência muscular) (ex. musculação, uso de faixas de resistência, pilates de força)
    Exercícios de flexibilidade (ex. alongamentos, ioga, pilates de alongamento)
    Exercícios de equilíbrio e coordenação (ex. tai chi chuan, bosu, disco de equilíbrio).

    Consumo geral de laticínios (leite, iogurte, queijo) e fontes não lácteas:

    Suplementação de cálcio:

    NãoSim

    Ingestão diária estimada de cálcio elementar:

    Vitamina D

    NãoSim

    Dosagem sérica de 25OH-vitamina D (se disponível):

    Avaliação da densidade óssea e cálculo de risco

    Há indicação basal de avaliação da densidade mineral óssea (densitometria)?

    i

    NãoSim

    Cálculo FRAX 2.0 (Fracture Risk Assessment Tool) ABRASSO - se > 40 anos:

    i

    Baixo risco - (instituição de terapêutica medicamentosa específica não é necessária)
    Zona intermediária - (recomenda-se densitometria óssea para aprimorar a avaliação)
    Alto risco - (instituição de tratamento farmacológico)
    Muito alto risco - (instituição de tratamento farmacolológico idealmente com drogas formadoras ósseas ou encaminhar para especialista em osteometabolismo)

    Densimetria óssea:

    i

    T-score: Normal (≥ -1,0 DP), osteopenia, baixa massa óssea (< -1,1 e > -2,4 DP), osteoporose (≤ -2,5 DP)
    Z-score: Dentro dos limites esperados para a idade (> -2,0 DP), baixa massa óssea / abaixo dos limites esperados para a idade (≤ -2,0 DP)

    Coluna lombar:

    i

    Preferencialmente do conjunto L1-L4, mas pelo menos 2 vértebras

    Normal
    Osteopenia, baixa massa óssea
    Osteoporose

    Fêmur proximal:

    i

    Colo femoral e fêmur total

    Normal
    Osteopenia, baixa massa óssea
    Osteoporose

    Terço distal do rádio (rádio 33%):

    i

    Quando não se pode avaliar algum dos demais sítios (ex. ortopróteses, pinos, prótese de glúteo, obesidade acima do limite do aparelho, deformidades, fraturas prévias) ou em casos de hiperparatireoidismo (mais perda de osso cortical)

    Está em tratamento para câncer de mama recebendo endocrinoterapia de risco para perda óssea (uso de inibidores da aromatase e/ou supressão ovariana na pré-menopausa)?

    i

    NãoSim

    Investigação adicional

    Há indicação de pesquisa de fratura oculta de coluna vertebral (radiografia de coluna vertebral dorsal e lombar em anteroposterior e perfil ou VFA)?

    i

    NãoSim

    Investigação de osteoporose secundária (solicitação racional):

    Hemograma, cálcio sérico, fósforo, PTH, fosfatase alcalina, creatinina, TSH, T4 livre, (25-OH) vitamina D, calciúria de 24 horas, proteínas totais e albumina (para correção do cálcio), TGO, TGP, gama-GT, glicemia e jejum, Hb glicada.
    Exames adicionais: eletroforese de proteínas (mieloma múltiplo), anticorpos antitransglutaminase tecidual Anti-TG-IgA e anti-endomísio – EmA-IgA (doença celíaca), cortisol sérico ou urinário (síndrome de Cushing, hipersecreção adrenal), triptase sérica e 3-metil-histidina urinária (mastocitose), ferritina (hemocromatose)

    Dosagem de biomarcadores do remodelamento ósseo (ex. CTX):

    Saúde bucal (avaliação odontológica recente, higiene oral, qualidade dos dentes, tratamento de condições pré-existentes - infecções e inflamações, doença periodontal, histórico de extrações dentárias, próteses):

    Grau de fragilidade (Clinical Frailty Scale) - para idosos (≥ 65 anos)

    i

    Muito ativoAtivoRegularVulnerávelLevemente frágilModeradamente frágilMuito frágilSeveramente frágilDoente terminal

    Estratificação final de risco para fratura:

    Baixo risco

    Todos os fatores a seguir:
    • Ausência de fratura prévia do quadril e coluna
    • T-score > −1,0 (normal)
    • Baixo risco de fratura no FRAX®

    Risco moderado

    Todos os fatores a seguir:
    • Ausência de fratura prévia do quadril e coluna
    • T-score entre −1,0 e −2,5 (osteopenia)
    • Baixo risco de fratura no FRAX®

    Risco alto

    Qualquer um dos fatores:
    • T-escore ≤ -2,5 ou
    • T-escore entre -1,0 e -2,49 e alto risco de fratura no FRAX® ou
    • Fratura prévia por fragilidade

    Risco muito alto

    Qualquer um dos fatores:
    • T-escore ≤ -3,0 ou
    • Fratura por fragilidade recente (últimos 12 meses) ou
    • Múltiplas fraturas por fragilidade ao longo da vida ou
    • Fratura por fragilidade em vigência de tratamento farmacológico ou em uso de medicamentos que levam a perda óssea ou
    • Muito alto risco de fratura no FRAX® ou
    • Histórico de quedas frequentes / alto risco de queda

    Há critério para tratamento farmacológico?

    Osteoporose (T-score ≤ −2,5 no fêmur proximal ou coluna lombar)

    Osteopenia (T-score entre −1,0 e −2,49) + probabilidade de fratura pelo FRAX® acima do limiar de intervenção terapêutica.

    Osteopenia (T-score entre −1,0 e −2,49) em pacientes frágeis, com risco aumentado de queda, independentemente da idade.

    Fraturas maiores (fêmur proximal, coluna vertebral, rádio distal) ou fratura de quadril por baixo impacto, comprovadas radiologicamente, independentemente da densitometria.

    Adultos sob tratamento com glicocorticoides (uso de prednisona 5 mg ou equivalente por ≥ 3 meses), na presença de um dos fatores: (1) T-score ≤ −2,0 em coluna lombar ou quadril; (2) FRAX® acima do limiar de intervenção ou (3) fratura prévia

    Pacientes com câncer de mama em uso de inibidores de aromatase com uma das condições: (1) T-score ≤ −2,0 em coluna lombar ou quadril; (2) Redução da DMO em 5 a 10% após início da terapia; (3) T-score ≤ −2,0 com dois ou mais dos fatores de risco a seguir: T-score < −1,5; idade ≥ 65 anos; IMC < 20 kg/m²; história familiar de fratura de quadril; história pessoal de fratura por fragilidade; tabagismo; uso de glicocorticoides por período > 6 meses

    Checklist das principais condutas

    Otimização/adequação da ingestão de cálcio (alimentar e/ou suplementar)

    Suplementação de vitamina D

    Orientações de exercício físico (adaptado ao risco)

    Medidas para prevenção de quedas

    Reconhecimento dos fatores de risco para osteoporose e fratura

    Solicitação de exames adicionais

    Prescrição de tratamento farmacológico (ex. terapia hormonal, raloxifeno, bisfosfonatos, denosumabe, teriparatida, romosozumabe)

    Drug holiday

    Encaminhamento e avaliação multidisciplinar (ex. endocrinologista, reumatologista, ortopedista, fisioterapeuta, educador físico, nutricionista, nutrólogo, odontologista)

    Retorno para seguimento

    SAÚDE MUSCULAR

    Questionário SARC-F (sarcopenia risk screening):

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    Escore < 4: Alto risco de sarcopenia
    Escore ≥ 4: Alto risco de sarcopenia

    Risco para sarcopenia

    Teste de força de preensão manual (hand-grip test):

    i

    < 16 kg em mulheres: sugestivo de sarcopenia.

    Teste de sentar e levantar da cadeira:

    i

    ≥ 17 segundos para 5 ciclos: sugestivo de sarcopenia.

    Avaliação da composição corporal (densitometria Óssea - DXA ou análise de impedância bioelétrica - BIA)

    Massa magra apendicular (MMA) < 15 kg (mulheres)
    Índice de massa muscular esquelética (IMME) < 5,5 kg/m² (mulheres)

    Classificação da sarcopenia (European Working Group on Sarcopenia in Older People - EWGSOP)

    Sarcopenia Provável: Redução da força muscular (ex.: dinamometria abaixo dos valores de referência).
    Sarcopenia Confirmada: Redução da força muscular e da massa muscular (ex.: DXA ou bioimpedância indicando perda muscular).
    Sarcopenia Grave: Redução da força muscular, massa muscular e desempenho físico prejudicado (ex.: marcha lenta, incapacidade funcional).

    Checklist das principais conduta(s):

    Classificação da sarcopenia e encaminhamento e avaliação multidisciplinar (educador físico, nutricionista, fisioterapeuta, nutrólogo etc.)

    Orientações: Manejo da sarcopenia

    i

    Retorno para seguimento

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