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SAÚDE ÓSSEA
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História de fratura(s) por fragilidade?
i
Definida como fratura por trauma com energia menor ou igual à queda da própria altura, exceto fratura de mão, crânio, dedos, pés e tornozelo
NãoSim
História de doenças osteomusculares?
Ex. raquitismo, osteomalácia, osteoartrite, espondiloartrites, artroses, bursites, tendinites, gota, miopatias, fibromialgia
História de cirurgias ortopédicas / articulares?
Ex. colocação de pinos, placas, parafusos, próteses, artroplastias
Atividade física
Não praticaPratica.
Exercícios aeróbicos (ex. caminhada, corrida, ciclismo, natação, dança) Exercícios de força (resistência muscular) (ex. musculação, uso de faixas de resistência, pilates de força) Exercícios de flexibilidade (ex. alongamentos, ioga, pilates de alongamento) Exercícios de equilíbrio e coordenação (ex. tai chi chuan, bosu, disco de equilíbrio).
Ingestão de cálcio
Clique aqui para: Ingestão diária recomendada e principais fontes de cálcio.
Consumo geral de laticínios (leite, iogurte, queijo) e fontes não lácteas:
Suplementação de cálcio:
Ingestão diária estimada de cálcio elementar:
Vitamina D
Há risco para hipovitaminose D?
Clique aqui para: Principais populações de risco para hipovitaminose D (Consenso Internacional 2024)
Dosagem sérica de 25OH-vitamina D (se disponível):
Avaliação da densidade óssea e cálculo de risco
Há indicação basal de avaliação da densidade mineral óssea (densitometria)?
Clique aqui para: Principais indicações de densitometria óssea
Cálculo FRAX 2.0 (Fracture Risk Assessment Tool) ABRASSO - se > 40 anos:
Clique aqui para: Calculadora FRAX Brasil 2.0 (ABRASSO)
Baixo risco - (instituição de terapêutica medicamentosa específica não é necessária) Zona intermediária - (recomenda-se densitometria óssea para aprimorar a avaliação) Alto risco - (instituição de tratamento farmacológico) Muito alto risco - (instituição de tratamento farmacolológico idealmente com drogas formadoras ósseas ou encaminhar para especialista em osteometabolismo)
Densimetria óssea:
T-score: Normal (≥ -1,0 DP), osteopenia, baixa massa óssea (< -1,1 e > -2,4 DP), osteoporose (≤ -2,5 DP) Z-score: Dentro dos limites esperados para a idade (> -2,0 DP), baixa massa óssea / abaixo dos limites esperados para a idade (≤ -2,0 DP)
Coluna lombar:
Preferencialmente do conjunto L1-L4, mas pelo menos 2 vértebras
Normal Osteopenia, baixa massa óssea Osteoporose
Fêmur proximal:
Colo femoral e fêmur total
Terço distal do rádio (rádio 33%):
Quando não se pode avaliar algum dos demais sítios (ex. ortopróteses, pinos, prótese de glúteo, obesidade acima do limite do aparelho, deformidades, fraturas prévias) ou em casos de hiperparatireoidismo (mais perda de osso cortical)
Está em tratamento para câncer de mama recebendo endocrinoterapia de risco para perda óssea (uso de inibidores da aromatase e/ou supressão ovariana na pré-menopausa)?
Clique aqui para: Algoritmo recomendado para este grupo de pacientes
Investigação adicional
Há indicação de pesquisa de fratura oculta de coluna vertebral (radiografia de coluna vertebral dorsal e lombar em anteroposterior e perfil ou VFA)?
Clique aqui para: Indicações de investigação e rastreamento de fraturas ocultas
Investigação de osteoporose secundária (solicitação racional):
Hemograma, cálcio sérico, fósforo, PTH, fosfatase alcalina, creatinina, TSH, T4 livre, (25-OH) vitamina D, calciúria de 24 horas, proteínas totais e albumina (para correção do cálcio), TGO, TGP, gama-GT, glicemia e jejum, Hb glicada. Exames adicionais: eletroforese de proteínas (mieloma múltiplo), anticorpos antitransglutaminase tecidual Anti-TG-IgA e anti-endomísio – EmA-IgA (doença celíaca), cortisol sérico ou urinário (síndrome de Cushing, hipersecreção adrenal), triptase sérica e 3-metil-histidina urinária (mastocitose), ferritina (hemocromatose)
Dosagem de biomarcadores do remodelamento ósseo (ex. CTX):
Saúde bucal (avaliação odontológica recente, higiene oral, qualidade dos dentes, tratamento de condições pré-existentes - infecções e inflamações, doença periodontal, histórico de extrações dentárias, próteses):
Grau de fragilidade (Clinical Frailty Scale) - para idosos (≥ 65 anos)
Clique aqui para: Escala clínica de fragilidade
Muito ativoAtivoRegularVulnerávelLevemente frágilModeradamente frágilMuito frágilSeveramente frágilDoente terminal
Estratificação final de risco para fratura:
Baixo risco
Todos os fatores a seguir: • Ausência de fratura prévia do quadril e coluna • T-score > −1,0 (normal) • Baixo risco de fratura no FRAX®
Risco moderado
Todos os fatores a seguir: • Ausência de fratura prévia do quadril e coluna • T-score entre −1,0 e −2,5 (osteopenia) • Baixo risco de fratura no FRAX®
Risco alto
Qualquer um dos fatores: • T-escore ≤ -2,5 ou • T-escore entre -1,0 e -2,49 e alto risco de fratura no FRAX® ou • Fratura prévia por fragilidade
Risco muito alto
Qualquer um dos fatores: • T-escore ≤ -3,0 ou • Fratura por fragilidade recente (últimos 12 meses) ou • Múltiplas fraturas por fragilidade ao longo da vida ou • Fratura por fragilidade em vigência de tratamento farmacológico ou em uso de medicamentos que levam a perda óssea ou • Muito alto risco de fratura no FRAX® ou • Histórico de quedas frequentes / alto risco de queda
Há critério para tratamento farmacológico?
Osteoporose (T-score ≤ −2,5 no fêmur proximal ou coluna lombar)
Osteopenia (T-score entre −1,0 e −2,49) + probabilidade de fratura pelo FRAX® acima do limiar de intervenção terapêutica.
Osteopenia (T-score entre −1,0 e −2,49) em pacientes frágeis, com risco aumentado de queda, independentemente da idade.
Fraturas maiores (fêmur proximal, coluna vertebral, rádio distal) ou fratura de quadril por baixo impacto, comprovadas radiologicamente, independentemente da densitometria.
Adultos sob tratamento com glicocorticoides (uso de prednisona 5 mg ou equivalente por ≥ 3 meses), na presença de um dos fatores: (1) T-score ≤ −2,0 em coluna lombar ou quadril; (2) FRAX® acima do limiar de intervenção ou (3) fratura prévia
Pacientes com câncer de mama em uso de inibidores de aromatase com uma das condições: (1) T-score ≤ −2,0 em coluna lombar ou quadril; (2) Redução da DMO em 5 a 10% após início da terapia; (3) T-score ≤ −2,0 com dois ou mais dos fatores de risco a seguir: T-score < −1,5; idade ≥ 65 anos; IMC < 20 kg/m²; história familiar de fratura de quadril; história pessoal de fratura por fragilidade; tabagismo; uso de glicocorticoides por período > 6 meses
Checklist das principais condutas
Otimização/adequação da ingestão de cálcio (alimentar e/ou suplementar)
Suplementação de vitamina D
Orientações de exercício físico (adaptado ao risco)
Medidas para prevenção de quedas
Reconhecimento dos fatores de risco para osteoporose e fratura
Solicitação de exames adicionais
Prescrição de tratamento farmacológico (ex. terapia hormonal, raloxifeno, bisfosfonatos, denosumabe, teriparatida, romosozumabe)
Drug holiday
Encaminhamento e avaliação multidisciplinar (ex. endocrinologista, reumatologista, ortopedista, fisioterapeuta, educador físico, nutricionista, nutrólogo, odontologista)
Retorno para seguimento
SAÚDE MUSCULAR
Questionário SARC-F (sarcopenia risk screening):
Clique aqui para: Questionário SARC-F para rastreio de sarcopenia
Escore < 4: Alto risco de sarcopenia Escore ≥ 4: Alto risco de sarcopenia
Circunferência da panturrilha:
Clique aqui para: Como utilizar a circunferência da panturrilha para identificar o risco para sarcopenia
Risco para sarcopenia
Avaliação da força muscular
Clique aqui para: Como investigar sarcopenia em mulheres
Teste de força de preensão manual (hand-grip test):
< 16 kg em mulheres: sugestivo de sarcopenia.
Teste de sentar e levantar da cadeira:
≥ 17 segundos para 5 ciclos: sugestivo de sarcopenia.
Avaliação da composição corporal (densitometria Óssea - DXA ou análise de impedância bioelétrica - BIA)
Massa magra apendicular (MMA) < 15 kg (mulheres) Índice de massa muscular esquelética (IMME) < 5,5 kg/m² (mulheres)
Classificação da sarcopenia (European Working Group on Sarcopenia in Older People - EWGSOP)
Sarcopenia Provável: Redução da força muscular (ex.: dinamometria abaixo dos valores de referência). Sarcopenia Confirmada: Redução da força muscular e da massa muscular (ex.: DXA ou bioimpedância indicando perda muscular). Sarcopenia Grave: Redução da força muscular, massa muscular e desempenho físico prejudicado (ex.: marcha lenta, incapacidade funcional).
Checklist das principais conduta(s):
Classificação da sarcopenia e encaminhamento e avaliação multidisciplinar (educador físico, nutricionista, fisioterapeuta, nutrólogo etc.)
Orientações: Manejo da sarcopenia
Clique aqui e veja as orientações