A deficiência da fase lútea (DFL) permanece um dos temas mais controversos da endocrinologia reprodutiva. Embora classicamente associada a uma fase lútea curta (≤10 dias) e potencialmente relacionada à produção insuficiente ou de curta duração de progesterona ou à resistência endometrial à progesterona, sua existência como entidade clínica isolada capaz de causar infertilidade ou perda…...
Artigo publicado no International Journal of Gynecology & Obstetrics, revista científica da FIGO, traz revisão e principais recomendações sobre o impacto dos miomas na fertilidade A infertilidade é classicamente definida como a incapacidade de estabelecer uma gestação após 12 meses de relações vaginais regulares sem contracepção, embora na prática clínica essa investigação possa ser antecipada…...
Os pólipos endometriais são lesões ginecológicas frequentes, caracterizadas por crescimento hiperplásico focal do endométrio, composto por glândulas, estroma e eixo vascular central, com potencial impacto direto na fertilidade feminina . Embora a associação entre pólipos e infertilidade permaneça tema de debate, evidências sugerem efeito adverso sobre a capacidade reprodutiva, principalmente por interferência na receptividade endometrial…...
O hormônio antimülleriano (AMH) é uma glicoproteína de aproximadamente 140 kDa, produzida pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais pequenos, sendo amplamente reconhecido como um dos principais biomarcadores da reserva ovariana. Sua principal vantagem clínica reside na baixa variabilidade ao longo do ciclo menstrual (em não usuárias de contraceptivos hormonais), o que permite…...
Revisão sistemática com metanálise destaca a forte correlação entre a predominância ou não dos lactobacilos e os desfechos reprodutivos na Reprodução Assistida Apesar dos avanços da reprodução assistida, uma grande parcela dos insucessos em técnicas como a fertilização in vitro permanece sem explicação. Neste contexto, a microbiota vaginal aparece como um dos fatores-chave na determinação…...
A publicação da primeira diretriz global da Organização Mundial da Saúde (OMS) dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade representa um marco histórico na saúde reprodutiva. Até então, não havia um documento unificado que integrasse recomendações baseadas em evidências para orientar sistemas de saúde, profissionais e formuladores de políticas públicas. Esta diretriz de 2025…...