Atualmente, reconhece-se que alterações cognitivas subjetivas são frequentes e muitas vezes pouco abordadas durante a transição menopausal. A chamada névoa mental (brain fog) inclui queixas de memória, atenção, organização, resolução de problemas e dificuldade para encontrar palavras, geralmente sem comprometimento funcional importante. Embora esses sintomas sejam muitas vezes flutuantes, podem gerar sofrimento, insegurança, impacto no…...
O sangramento não programado durante a terapia hormonal (TH) é uma intercorrência frequente, sobretudo nos primeiros meses após o início do tratamento ou após mudanças de dose e formulação. Segundo a diretriz da British Menopause Society, pode ocorrer em até 38% das usuárias de TH sequencial e em até 41% das usuárias de TH combinada…...
A segurança dos pacientes, a prática médica baseada em evidências e o uso responsável das terapias hormonais são temas de grande relevância para a saúde pública. Diante da crescente oferta e divulgação de implantes hormonais manipulados para diferentes finalidades, é fundamental ampliar o acesso a informações científicas qualificadas e promover o debate responsável sobre eficácia,…...
Mulheres com epilepsia enfrentam desafios específicos durante a transição menopausal, decorrentes da interação entre alterações hormonais, controle das crises, uso de medicamentos antiepilépticos e maior carga de comorbidades. Em comparação com mulheres sem epilepsia, elas podem apresentar maior risco de menopausa precoce, além de maior ocorrência de doença cardiovascular, osteoporose e comprometimento cognitivo. Apesar disso,…...
FIGO e World Heart Federation publicam position paper que redefine a abordagem da terapia hormonal da menopausa sob a perspectiva do risco cardiovascular Durante muitos anos, uma das situações mais desafiadoras da prática clínica foi decidir sobre o uso da terapia hormonal da menopausa (THM) em mulheres com risco cardiovascular aumentado ou doença cardiovascular (DCV)…...
A menopausa induzida pelo tratamento do câncer representa um desafio cada vez mais relevante na prática clínica, à medida que os avanços no diagnóstico e no tratamento oncológico têm aumentado significativamente a sobrevida das mulheres com câncer ginecológico. Como consequência, um número crescente de pacientes vivenciam os efeitos tardios da insuficiência ovariana prematura , incluindo…...