O sangramento não-programado é uma intercorrência frequente da terapia hormonal da menopausa, especialmente nos primeiros meses de uso. Embora muitas vezes benigno e relacionado à adaptação endometrial, pode gerar preocupação, reduzir a satisfação com o tratamento e representar uma causa relevante de interrupção ou abandono da TH. Estudos mostram que até 32% das interrupções permanentes…...
O estetrol (E4) é um estrogênio humano nativo, produzido fisiologicamente pelo fígado fetal durante a gestação. Para uso farmacológico, é sintetizado de forma bioidêntica e apresenta um padrão particular de interação com os receptores estrogênicos, o que pode resultar em efeitos teciduais distintos daqueles observados com outros estrogênios utilizados na prática clínica. Os dados disponíveis…...
Atualmente, reconhece-se que alterações cognitivas subjetivas são frequentes e muitas vezes pouco abordadas durante a transição menopausal. A chamada névoa mental (brain fog) inclui queixas de memória, atenção, organização, resolução de problemas e dificuldade para encontrar palavras, geralmente sem comprometimento funcional importante. Embora esses sintomas sejam muitas vezes flutuantes, podem gerar sofrimento, insegurança, impacto no…...
O sangramento não programado durante a terapia hormonal (TH) é uma intercorrência frequente, sobretudo nos primeiros meses após o início do tratamento ou após mudanças de dose e formulação. Segundo a diretriz da British Menopause Society, pode ocorrer em até 38% das usuárias de TH sequencial e em até 41% das usuárias de TH combinada…...
A segurança dos pacientes, a prática médica baseada em evidências e o uso responsável das terapias hormonais são temas de grande relevância para a saúde pública. Diante da crescente oferta e divulgação de implantes hormonais manipulados para diferentes finalidades, é fundamental ampliar o acesso a informações científicas qualificadas e promover o debate responsável sobre eficácia,…...
A terapia hormonal permanece uma das principais estratégias terapêuticas para mulheres na peri e pós-menopausa, tornando fundamental que sua prescrição seja baseada em formulações com eficácia, segurança e qualidade adequadamente estabelecidas. Paralelamente, observa-se preocupação crescente com a utilização de hormônios bioidênticos manipulados, frequentemente promovidos como alternativas mais “naturais”, individualizadas ou potencialmente mais seguras que a…...